Mt 9, 36 – 10, 8
Caros irmãos e irmãs,
No Evangelho de hoje, São Mateus diz-nos que Jesus, ao ver as multidões, sentiu compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. A primeira atitude de Jesus não é julgar, nem condenar: é olhar com amor e misericórdia.
Esta compaixão leva-O a dizer aos discípulos: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.”E depois envia-os em missão. Antes de enviar, Jesus vê; antes de pedir, ama; antes de mandar anunciar, compadece-Se do sofrimento das pessoas.
Há uma pequena história que ilustra isto. Conta-se que um homem caminhava por uma praia depois de uma tempestade. Milhares de estrelas-do-mar tinham ficado presas na areia. Um rapaz apanhava-as uma a uma e devolvia-as ao mar. O homem disse-lhe: “São tantas! Não vais conseguir fazer diferença.” O rapaz lançou mais uma estrela à água e respondeu: “Para esta, fez toda a diferença.”
Também nós podemos pensar que os problemas do mundo são demasiado grandes. Mas Jesus não nos pede que resolvamos tudo. Pede-nos que sejamos sinais do seu amor junto de quem está ao nosso lado: na família, no trabalho, na paróquia, junto de quem sofre ou se sente sozinho.
O Senhor continua hoje a chamar trabalhadores para a sua seara: sacerdotes, religiosos, missionários, mas também cada baptizado. Todos somos enviados a levar esperança, paz e o testemunho do Evangelho.
Peçamos nesta Eucaristia a graça de ter o olhar compassivo de Jesus e a disponibilidade dos Apóstolos, para que, onde estivermos, possamos fazer a diferença na vida de alguém.
Ámen.
