História

A presença de carmelitas no Funchal remonta ao ano de 1652.

A fundação carmelita no Funchal teve como principal figura o Fr. Luís do Rosário, e teve como sede a igreja da Encarnação, que posteriormente pertenceria ao convento de clausura de Santa Clara.

A Construção de um local de culto próprio era prioritário e assim, a primeira pedra foi lançada a 29 de Novembro de 1656. Fundou-se o «Hospício do de Nossa Senhora do Carmo» que se encontrava adjacente à igreja.

A sua construção teve início em 1681. Todavia já haviam algumas celas e podiam viver seis religiosos. Em 1722 a igreja do Carmo já se encontrava adornada, pela virtuosa decoração da época (estilo barroco).

Posteriormente, os Carmelitas de Portugal já pensavam fazer do Hospício um convento. Tal projecto não foi fácil. Foram muitos os que não aceitaram a sua fundação. Outro obstáculo fora a falta de capital. Os anos passavam e a igreja do Carmo tornava-se cada vez mais popular e frequentada como local de devoção. As festas e celebrações, como as solenidades da Ordem, atraiam progressivamente mais crentes, sensibilizados pelo carisma carmelita.

O Povo madeirense tornava-se grande devoto de Nossa Senhora do Carmo e do santo Escapulário. Só muito mais tarde, em 1933, D. Manuel Pereira Ribeiro, Bispo do Funchal, iniciou os primeiros contactos com a Ordem dos Carmelitas Descalços, para solicitar a fundação do convento.

O contrato foi assinado a 7 de Janeiro de 1946, entregando-se o edifício aos carmelitas descalços. Concluídos os trâmites para a cedência efectiva desta casa, no dia 4 de Novembro de 1946 chegaram ao Funchal a primeira comunidade: Frei Constâncio do Menino Jesus, Frei Benigno do Menino Jesus e Frei Ancieto do Divino Redentor.

A fixação definitiva dos padres na residência do Carmo teve lugar no dia 6 do mesmo mês. Após a entrada dos mesmos, foi construída uma nova casa sobre a primitiva, e a igreja, de acordo com as normas litúrgicas actuais, sofreu profundas transformações, aceites com agrado pelos madeirenses.