Domingo XVII do Tempo Comum

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Caríssimos irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje, Jesus apresenta-nos três pequenas imagens: o tesouro escondido no campo, a pérola de grande valor e a rede lançada ao mar. Todas nos falam da mesma realidade: o Reino de Deus é o maior tesouro que podemos encontrar.

Conta-se que um neto perguntou ao avô:
— Avô, qual foi a coisa mais preciosa que tiveste na vida?
O rapaz pensava que ele iria falar da casa, do carro ou de algum dinheiro que tinha poupado. Mas o avô sorriu e respondeu:
— O maior tesouro da minha vida foi nunca perder a fé em Deus. Foi ela que me sustentou nos momentos difíceis, deu sentido às alegrias e força nas lágrimas. Tudo o resto passa, mas Deus permanece.

Esta história faz-nos pensar especialmente hoje, no Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Muitos deles talvez já não tenham a mesma saúde ou a mesma força, mas possuem um tesouro que nenhuma riqueza pode comprar: a experiência da fé, da esperança e do amor. Quantas vezes foram eles que nos ensinaram a fazer o sinal da cruz, a rezar o terço ou a confiar em Deus nas dificuldades!

Jesus diz que quem encontra o tesouro vende tudo o que tem para o possuir. Isto significa que nada deve ocupar o lugar de Deus no nosso coração. Quando Deus é o nosso maior bem, tudo o resto encontra o seu verdadeiro lugar.

Neste Dia dos Avós e dos Idosos, agradeçamos ao Senhor por aqueles que, com a sua vida simples e fiel, continuam a ser testemunhas do verdadeiro tesouro. E não nos esqueçamos deles. A visita, um telefonema, alguns minutos de conversa ou uma oração feita em conjunto podem ser um presente muito maior do que imaginamos.

Peçamos ao Senhor que nos conceda um coração capaz de reconhecer o verdadeiro tesouro, que é viver na amizade com Cristo. E que os nossos avós e idosos sintam sempre o carinho da família, da Igreja e de Deus, que nunca abandona os seus filhos.

Ámen.

Horário de verão 2026

Igreja do Carmo, no Funchal, adota horário de verão a partir de 20 de julho

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Funchal, entra em horário de verão a partir do dia 20 de julho de 2026, com alterações na celebração das missas, atendimento aos fiéis e funcionamento dos serviços paroquiais. Durante a semana, será celebrada apenas uma missa diária, às 9h00, deixando de existir celebrações no período da tarde. As confissões passam igualmente a realizar-se apenas durante a manhã, de terça-feira a sábado, entre as 8h30 e as 10h00.

Aos sábados e nas vésperas dos dias festivos, mantém-se a celebração da missa às 18h30, além da missa das 9h00. Já aos domingos e solenidades, os fiéis poderão participar nas eucaristias das 7h00, 9h30 e 18h30, deixando de haver a habitual missa do meio-dia durante o período de verão.

O serviço de secretaria e a venda de objetos religiosos continuam a funcionar das 9h00 às 12h00 e das 15h00 às 17h30. A igreja abre diariamente às 8h00. As alterações destinam-se a adaptar o funcionamento da comunidade paroquial ao período de verão, mantendo os principais serviços religiosos e de atendimento aos fiéis.

Domingo XVI do Tempo Comum (Ano A)

Hoje, Jesus apresenta-nos a parábola do trigo e do joio (Mt 13, 24-43). À primeira vista, os servos querem arrancar imediatamente o joio. Mas o dono do campo responde: “Não. Deixai crescer um e outro até à ceifa.”

Esta resposta revela a paciência de Deus. Nós, muitas vezes, queremos soluções rápidas: eliminar tudo o que está mal, julgar as pessoas ou desistir quando vemos o pecado ou a injustiça. Deus, porém, conhece o coração humano. Ele sabe que há pessoas que ainda podem mudar, crescer e dar fruto.

O campo é o mundo, mas também é o nosso coração. Em cada um de nós há trigo e há joio: gestos de bondade e fraquezas, generosidade e egoísmo. A Palavra de Deus convida-nos não a olhar primeiro para o joio dos outros, mas a cuidar do trigo que Deus quer fazer crescer em nós.

Um avô passeava com o neto pelo seu jardim. O rapaz perguntou:
— Avô, porque é que não arrancas todas as ervas daninhas hoje?
O avô sorriu e respondeu:
— Porque algumas estão tão perto das flores que, se as arrancar agora, levo também as raízes das flores. É melhor esperar um pouco, cuidar das plantas e, no tempo certo, será mais fácil distinguir umas das outras.
O neto percebeu que a paciência também faz parte do amor.

Assim é Deus connosco. Ele não desiste de ninguém. Dá-nos tempo para nos convertermos, para mudarmos de vida e para deixarmos que o trigo da santidade cresça.

Peçamos hoje ao Senhor a graça de sermos pacientes com os outros, exigentes connosco próprios e confiantes na misericórdia de Deus, que nunca deixa de acreditar que podemos dar bom fruto.

Ámen.

Domingo XV do Tempo Comum (Ano A)

Irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje, Jesus apresenta-nos uma imagem muito simples e muito próxima da vida: um semeador que lança a semente. O curioso é que o semeador não escolhe apenas a terra boa; lança a semente por toda a parte. Assim é Deus. A sua Palavra é oferecida a todos, sem distinção. A diferença não está na semente, que é sempre boa, mas no terreno onde ela cai: o nosso coração.

Há uma pequena história que ilustra bem esta mensagem.

Um avô gostava de cultivar um pequeno jardim. Certo dia, o neto perguntou-lhe porque passava tanto tempo a arrancar ervas daninhas. O avô respondeu: “Se eu deixar crescer as ervas, elas roubam a força às flores. As sementes são boas, mas precisam de espaço para crescer.”

O mesmo acontece connosco. Deus semeia diariamente a sua Palavra no nosso coração, mas muitas vezes ele está cheio de preocupações, ressentimentos, pressas, distrações ou excesso de confiança em nós próprios. A Palavra entra, mas não encontra espaço para criar raízes.

A boa notícia é que nenhum terreno está condenado a permanecer estéril. Um coração duro pode tornar-se acolhedor; um coração distraído pode aprender a escutar; um coração cheio de espinhos pode ser limpo pela graça de Deus. A conversão é precisamente este trabalho paciente de preparar a terra.

Hoje Jesus não nos pergunta: “Que tipo de semente recebeste?” A semente é sempre a mesma. Pergunta-nos antes: “Que tipo de terreno és tu neste momento?”

Peçamos ao Senhor que nos conceda um coração bom e generoso, capaz de escutar a sua Palavra, guardá-la e fazê-la dar fruto nas nossas famílias, no trabalho, na comunidade e na vida de cada dia. Que cada um de nós possa ser essa terra boa que produz fruto, “cem, sessenta ou trinta por um”.

Ámen.

Bênção das crianças

Hoje, sábado e dia quinto das novenas de Nossa Senhora do Carmo foi dia de bênçãos das crianças e imposição do Santo Escapulário na igreja do Carmo do Funchal – Ilha da Madeira.

Pelas 10:30 congregou-se um pequeno grupo de crianças que conduziu com cânticos e preces a coroinha da Senhora do Carmo, e também construiu para a Mãe uma bela coroa de louvor e gratidão.

E que bela coroa de Nossa Senhora do Carmo são as nossas crianças!

Com as suas vozes pequeninas elas disseram-nos que aos olhos da Mãe todos somos beleza e formosura quando nos parecemos a Ela.

Logo depois, o pregador das novenas e o prior da comunidade impuseram as mãos a todos os meninos e meninas, após o que os consagraram todos eles e suas famílias à Senhora do Carmo.

E depois os três sacerdotes presentes revestiram e consagraram toda a assembleia com o hábito ou bentinho carmelita, sinal de união à Mãe.

Depois da pregação da manhã, da bênção das crianças e imposição do santo escapulário, o dia continua às 16:30 com a apresentação no Carmo do Funchal do livro Betânia pelo Dr. José Vieira, da escola APEL, e com a presença dos Autores, Verónica Parente e Frei João Costa, e pelas 18:30 concluirá com a celebração da Eucaristia e pregação sobre o Santo Escapulário.

A todos aguardamos e para todos pedimos ao céu as bênçãos da Senhora do Monte Carmelo.
Continuação de santas novenas para todos os filhos do Carmo.

Novena prepara a Festa de Nossa Senhora do Carmo com pregação de Frei João Costa

A Comunidade Carmelita do Funchal inicia, entre os dias 7 e 15 de julho, a tradicional novena de preparação para a Festa de Nossa Senhora do Carmo, que será celebrada no próximo dia 16 de julho.

A novena decorre diariamente na Igreja do Carmo, com início às 18h00, através da Novena Cantada, seguindo-se a celebração da Eucaristia às 18h30. Neste ano, o pregador convidado é Frei João Costa, superior da comunidade carmelita do Convento de Avessadas, no concelho de Marco de Canaveses, que orientará espiritualmente este tempo de preparação para a solenidade mariana.

A Festa de Nossa Senhora do Carmo constitui uma das mais significativas celebrações da espiritualidade carmelita na Madeira, reunindo anualmente numerosos fiéis que participam na novena, na celebração solene da Eucaristia e na tradicional procissão pelas ruas da cidade do Funchal.

A comunidade convida todos os devotos de Nossa Senhora do Carmo e os fiéis em geral a participar neste percurso espiritual de nove dias, que antecede uma das mais importantes festividades do calendário litúrgico carmelita.