Domingo de Pentecostes (Ano A)

Irmãos e irmãs,

No Evangelho deste Domingo de Pentecostes, encontramos os discípulos fechados em casa, com medo, desanimados e sem horizonte. E é precisamente nesse ambiente de medo que Jesus ressuscitado aparece no meio deles e diz: “A paz esteja convosco.”

Pentecostes começa assim: não com pessoas perfeitas, mas com homens frágeis que recebem um dom novo. Jesus não lhes tira imediatamente os problemas, mas dá-lhes o Espírito Santo. O Espírito transforma o coração: onde havia medo, nasce coragem; onde havia divisão, nasce comunhão; onde havia tristeza, nasce esperança.

Depois, Jesus sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo.” Este gesto recorda o sopro de Deus na criação do homem. É como se Cristo inaugurasse uma nova criação. O Espírito Santo não é apenas uma força ou uma emoção; é a presença viva de Deus em nós, que renova a Igreja e renova cada cristão.

E reparemos: o primeiro fruto do Espírito é a paz. Não uma paz superficial, mas a certeza de que Deus está connosco, mesmo nas dificuldades. O cristão cheio do Espírito não vive fechado no medo, mas aberto à missão, ao perdão e ao amor.

Hoje, também nós precisamos deste Pentecostes. Há tantos corações fechados, tantas famílias feridas, tanta falta de esperança. O Espírito Santo continua a ser derramado sobre a Igreja para nos tornar testemunhas de Cristo no mundo.

Peçamos então, nesta Eucaristia:
Vinde, Espírito Santo! Abri os nossos corações, renovai a nossa fé e fazei de nós instrumentos da paz de Cristo.

Ámen.

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