Domingo IV do Tempo Pascal

Domingo do Bom Pastor (São João 10, 1-10)

Neste IV Domingo da Páscoa, conhecido como o Domingo do Bom Pastor, a Palavra de Deus apresenta-nos Jesus Cristo como aquele que cuida, chama e conduz as suas ovelhas. No Evangelho de Evangelho de São João (10, 1-10), Jesus diz-nos: “Eu sou a porta das ovelhas”. Ele não é um estranho, não força a entrada, mas chama cada um pelo nome e guia com amor.

Ser pastor, à maneira de Cristo, não é dominar, mas servir; não é mandar, mas dar a vida. Jesus conhece-nos profundamente, sabe das nossas alegrias e das nossas feridas, e continua a chamar-nos a segui-Lo com confiança.

Um menino perdeu-se numa aldeia e começou a chorar, rodeado de estranhos que tentavam ajudá-lo. Ninguém conseguia acalmá-lo. Até que, de repente, ouviu uma voz familiar ao longe. Era o seu pai. O menino levantou a cabeça, reconheceu a voz e correu na sua direção, seguro e tranquilo. Não precisou de explicações — bastou reconhecer quem o amava.

Assim é connosco. No meio de tantas vozes do mundo, somos chamados a reconhecer a voz do verdadeiro Pastor. Só Ele nos conduz à vida em plenitude.

Neste dia, a Igreja convida-nos também a rezar pelas vocações: sacerdotais, religiosas e missionárias. Precisamos de homens e mulheres que escutem a voz do Senhor e tenham coragem de dizer “sim”.

Peçamos ao Senhor:

que continue a chamar muitos para O servir na Igreja; 

que os jovens tenham coração disponível para escutar; 

e que todos nós sejamos, à nossa medida, sinais do Bom Pastor para os outros. 

Que Jesus Cristo, o Bom Pastor, nos conduza sempre e nos dê vida em abundância.

Domingo III da Pascoa (Ano A)

Irmãos e irmãs,

O Evangelho de hoje coloca-nos a caminho com dois discípulos desiludidos. Iam para Emaús com o coração pesado, porque as suas esperanças pareciam ter morrido com Jesus. E, no entanto, é precisamente nesse caminho de fuga, de dúvida e de tristeza, que o Senhor ressuscitado se aproxima.

Também nós, muitas vezes, fazemos este caminho: quando algo falha, quando a fé esmorece, quando não compreendemos os acontecimentos. Pensamos que Deus está ausente. Mas o Evangelho recorda-nos: Jesus caminha connosco, mesmo quando não O reconhecemos.

Primeiro, Ele escuta. Pergunta: “Que palavras são essas que trocais pelo caminho?” Deus não impõe, escuta o nosso coração. Depois, ilumina: explica as Escrituras e dá sentido ao sofrimento. E, finalmente, revela-Se ao partir do pão.

É aqui que tudo muda. Os discípulos dizem: “Não ardia o nosso coração?” O encontro com Cristo transforma a tristeza em alegria, a fuga em missão. Levantam-se e regressam a Jerusalém.

Este é o caminho cristão:

• Caminhar com Jesus, mesmo sem O reconhecer; 

• Deixar que a Sua Palavra aqueça o nosso coração; 

• Encontrá-Lo na Eucaristia; 

• E voltar, com alegria, para anunciar que Ele está vivo. 

Peçamos hoje a graça de O reconhecer na nossa vida, especialmente quando pensamos que Ele está distante. Porque Ele nunca deixou de caminhar ao nosso lado.

Amen