Santíssima Trindade (Ano A)

Caríssimos irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje encontramos uma das frases mais belas e profundas de toda a Sagrada Escritura: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Na Solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja convida-nos a contemplar o mistério de Deus. Não um problema para resolver, mas um amor para acolher. Deus não é solidão; Deus é comunhão. O Pai ama, o Filho é enviado por amor, e o Espírito Santo derrama esse amor nos nossos corações.

Jesus revela-nos que a iniciativa é sempre de Deus. Não foi a humanidade que procurou primeiro Deus; foi Deus que veio ao encontro da humanidade. O Pai não enviou o Filho para condenar o mundo, mas para o salvar. Esta é a grande notícia do Evangelho: Deus olha para cada pessoa com misericórdia e deseja a sua salvação.

Ao mesmo tempo, Jesus recorda-nos que a fé exige uma resposta. Deus respeita a nossa liberdade. Quem acolhe Cristo entra na vida nova; quem O rejeita fecha-se ao dom que Deus lhe oferece. A condenação não vem de Deus, mas da recusa do seu amor.

Celebrar a Santíssima Trindade é, por isso, mais do que professar uma verdade da fé. É deixar-nos envolver por este amor divino e procurar vivê-lo nas nossas relações. Nas famílias, nas comunidades e no mundo, somos chamados a ser reflexo da comunhão de amor que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Que ao fazermos hoje o sinal da cruz — em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo — recordemos que fomos mergulhados neste mistério de amor e que a nossa vocação é viver como filhos amados de Deus e testemunhas do seu Evangelho.

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