Irmãos e irmãs,
Hoje celebramos o Domingo de Ramos, a porta de entrada na Semana Santa. A liturgia convida-nos a segurar, por um lado, os ramos da alegria — recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém — e, por outro, a escutar o relato da Paixão. É um contraste forte: o povo que aclama “Hosana!” é o mesmo que, pouco depois, grita “Crucifica-O!”.
Esta mudança faz-nos pensar. Quantas vezes também nós passamos facilmente do entusiasmo à indiferença, da fé viva ao esquecimento? Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho, não com poder humano, mas com humildade e mansidão. Ele não vem impor-se — vem oferecer-se.
Ao longo desta semana, somos convidados a caminhar com Cristo: a estar com Ele na Última Ceia, a vigiar com Ele no Getsémani, a segui-Lo até à cruz. Não como espectadores distantes, mas como discípulos que querem aprender a amar como Ele ama.
Peçamos a graça de não sermos cristãos apenas de momento, mas fiéis no dia a dia. Que os ramos que hoje trazemos nas mãos se transformem em vida concreta: gestos de perdão, de serviço, de entrega.
Que esta Semana Santa não passe ao lado da nossa vida, mas toque o nosso coração e nos conduza à alegria verdadeira da Páscoa.
Amen.